Liderança autêntica: quem está por trás da máscara?

Liderança autêntica: quem está por trás da máscara?

  • Posted by Ana Carolina Camargo
  • On 25 de setembro de 2015
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  • líder, liderança, mascaras

Liderança11

Autenticidade é uma das mais essenciais e admiradas características de liderança, porém no mundo de hoje ela parece escassa. O que se vê nem sempre é o que de fato é. As máscaras usadas em bailes se tornaram um símbolo no século 17. Era o acessório chave em bailes de mascarados, pois fazia com que todos parecessem iguais, permitindo que os convidados fossem quem quer que desejassem por aquela noite. A máscara concretizava a ilusão e o engano. Hoje, parece ter encontrado seu caminho de volta para o século 21 no “baile da liderança”.

Há três razões principais pelas quais líderes usam máscaras: para ocultar sua verdadeira identidade, esconder suas inseguranças e assumir uma nova persona a qual consideram necessária para o sucesso. Contudo, usar máscaras enfraquece a confiança e a eficácia.

Há três razões principais pelas quais líderes usam máscaras: para ocultar sua verdadeira identidade, esconder suas inseguranças e assumir uma nova persona a qual consideram necessária para o sucesso. Contudo, usar máscaras enfraquece a confiança e a eficácia.

Aqui estão sete máscaras usadas por alguns líderes:

1. Orador (Duas caras)

Estes são do tipo que tem duas conversas. E duas caras. Grande comunicador, ou, na verdade, grande enganador. Podem soar persuasivos, cuidadosos para com os outros e tão sinceros. Mas lábios ferventes que parecem tão eloquentes podem esconder o verdadeiro caráter. Atrás da deslumbrante máscara estão suas reais intenções de engano. Comunicação errônea é uma das maiores causas de falta de percepção de confiabilidade em chefes por parte de seus subordinados. Políticos são um exemplo notório disso e são numerosos nessa categoria. Apesar de falarem bonito, suas ações sempre expõem o “orador”. Não conseguimos acreditar plenamente neles porque nunca sabemos que máscara estão usando.

2. Advogado (Três mosqueteiros)

“Um por todos e todos por um”. Todos para mim, por mim e eu mesmo. O amor por dinheiro e poder é a principal motivação de quem usa essa máscara. Por fora eles proclamam que são pessoas focadas e que sua prioridade está com o time, porém a portas fechadas eles são oportunistas e visam apenas os próprios interesses. Portanto, quando têm uma oportunidade para provar que trabalham pelo coletivo, simplesmente não conseguem. Fazem de tudo para ficar “bem na fita” ou manter seu status quo, mesmo que às custas da equipe.

3. Filantropo (Robin Hood)

Eles doam com a mão direita mas secretamente pegam algo de volta com a esquerda. Sob esse disfarce, esse tipo de líder faz questão de se doar publicamente, para elevar o que os outros pensam dele. Se não houvesse fanfarra ao redor, eles não apoiariam iniciativas caridosas. Ex presidente da Tyco International, Dennis Kozlowski, usou recursos da empresa impropriamente para se promover como um benfeitor generoso. Ele comprometeu mais de 100 milhões de dólares do conglomerado para causas nobres, contudo sua própria organização não governamental pouco doava para caridade. Kozlowski foi acusado de roubas 134 milhões da empresa e por isso passou oito anos na prisão.

4. Obstinado (Homem de ferro)

Raramente mostram seus reais sentimentos ou lado humano. Pensam que precisam dessa imagem pública de durões. Marissa Mayer, CEO do Yahoo, parece fria e desconectada para seus funcionários. Suas políticas recentes quanto a licença maternidade e pessoas que não trabalham no escritório causaram revolta. Adotar essa persona é uma forma de se isolar e afastar as pessoas. Quando tiram essa máscara e expõem sua vulnerabilidade, líderes inspiram seus seguidores a fazer o mesmo, o que resulta em uma relação mais alinhada entre eles.

5. Dócil (Senhor Fantástico)

Aparentam humildade e agem de forma de forma equilibrada quando na verdade são cheios de presunção. Esse tipo tem um complexo de superioridade e merecimento. Contudo, suas verdadeiras cores são reveladas nos momentos em que baixam a guarda. Lembro que certa vez trabalhei até tarde e ouvi um gerente conversando com a supervisora. Ele não percebeu que eu estava lá e por isso falou com ela abertamente. Sentada ali eu não pude acreditar que aquela pessoa era a mesma que eu conhecia. Quando ele saiu de seu escritório e me viu em minha mesa, pareceu muito desorientado e chocado, perguntando se eu tinha ouvido alguma coisa. Bem, toda a minha percepção dele mudou completamente a partir daquele dia.

6. Preparado (Fantasma da Ópera)

Alguns líderes escondem imperfeições perceptíveis em favor de uma imagem bem polida. As demandas e expectativas criadas pela sociedade os fazem sentir medíocres e inadequados. Eles ficam desconfortáveis com quem são e então tentam corresponder ao esperado, podendo recorrer até mesmo a métodos antiéticos para isso. Confiar-se em seu currículo custou a Ronald Zarella, ex CEO da Bausch & Lomb, 1,1 milhão em bônus depois que se descobriu que ele não tinha um MBA, como estava registrado. Oficiais da empresa não aceitaram seu pedido de demissão. Ele permaneceu em seu posto por mais seis anos, até se aposentar em 2008. Ironicamente, ele provavelmente não precisava daquele diploma. Suas experiências de trabalho anteriores eram, quase que certamente, suficientes para sua contratação. Mesmo assim, como tantas pessoas, ele parecia ansiar por um símbolo de status.

7. Conformista (Metamorfo)

Nesse caso, altas posições de gerência pressionam esses tipos de gerentes a mudar seus princípios. Seu estilo pode não se adaptar à cultura que constantemente se modifica. Há uma diferença entre seu estilo preferido de comportamento e o que a empresa quer. A dificuldade está em tentar expressar sua personalidade complexa, mas autêntica, dentro de um sistema que quer que você use uma máscara para facilitar a produtividade e flexibilidade. Nesse tipo de situação, você pode decidir se adequar ou ir embora, se existe um conflito interno.

Quando usar uma máscara é bom?

Se você tem Inteligência Emocional baixa, usar uma máscara pode ser necessário para encobrir humores negativos como medo, raiva, decepção ou desânimo.

“Todos nós usamos máscaras e chega o tempo em que não podemos removê-las sem remover também parte de nossa própria pele”, disse o escritor Andre Berthiaume. Qual foi a última vez que você se olhou no espelho? Não estou falando de se ver, mas de parar e prestar atenção. O que você realmente vê? Você sente orgulho da imagem refletida? Pode ser que você note que, como Pinóquio, seu nariz cresceu, ou um processo acelerado de envelhecimento aconteceu por ter usado tantas máscaras.

Na era das mídias sociais, na qual a vida profissional e pessoal dos líderes frequentemente está transparentemente interligada, a máscara eventualmente aparece; podemos enganar os outros, porém, mais importante, estamos tentando enganar a nós mesmos. Manter uma máscara requer uma quantidade enorme de energia.

Todos nós somos culpados de usar máscaras de algum tipo ou outro durante nossa jornada como líderes, embora os níveis de camadas que utilizemos varie grandemente. Transforme-se ao se livrar das fachadas e remover as máscaras. Se quiser ser autêntico, você precisa dar uma boa olhada em suas máscaras. Pode ser que você precise preservar algumas e largar outras. De qualquer forma, é um exercício de exploração de si próprio e desenvolvimento pessoal. O importante é analisar em que aspectos você está aquém, e então fazer as mudanças necessárias para elevar sua identidade de liderança a níveis significativos. Caminhar de forma autêntica e genuína é uma forma de liberdade.

Fonte: Administradores/contadores

 

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